quarta-feira, 27 de maio de 2009

Joey Tribbiani x Charlie Harper


Esses dias na faculdade, eu e um amigo levantamos a seguinte questão: quem é mais pegador, Joey Tribbiani, do seriado Friends, ou Charlie Harper, do seriado Two and a Half Man? Cada um tomou um partido, eu fiquei do lado do Joey porque no começo da série ele vivia sem dinheiro, mas mesmo assim pegava todas as mulheres, já pro Charlie é moleza, o cara mora em Miami de frente pra praia e ainda é rico. Fora que o Joey pegou as três Friends (Monica, Phoebe e Rachel).

Já meu amigo disse que apesar da riqueza do Charlie, ele tem diversos fatores que dificultam suas conquistas, como o irmão e o sobrinho que moram com ele e estão sempre empatando as coisas. Isso sem contar com a empregada que está sempre contando os seus podres, ou ainda a mãe do Charlie que sempre dá um jeito de ficar amiga das suas namoradas (coisa que ele detesta).

E pra você, quem foi mais pegador? Joey Tribbiani ou Charlie Harper? Vote na enquete ali do lado e nos ajude a descobrir.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Fox extermina The Sarah Connor Chronicles


Pois é pessoal, os fãs bem que tentaram, mas não teve jeito. Infelizmente, o seriado "Terminator: The Sarah Connor Chronicles" foi cancelado pela emissora Fox dos EUA. É realmente uma pena isso, um seriado com roteiros e efeitos especiais tão bons merecia uma terceira temporada, ainda mais depois do final bombástico do segundo ano da série. Mas, fazer o que né, os executivos da Fox acharam que os indíces de audiência não justificavam os gastos com efeitos especiais.

Para quem nunca viu a série, TSCC se passa entre os filmes 2 e 3 de O Exterminador do Futuro e mostra o treinamento de John Connor na adolescência. Como não poderia deixar de ser, o episódio piloto mostra um Exterminador indo matar o futuro líder da resitência humana, que leva uma vida normal com a mãe e o padrasto. Mas não demora muito para que Sarah Connor e John tenham que começar a fugir novamente, dessa vez ajudados por uma Exterminadora chamda Cameron, que foi enviada pelo John Connor do futuro.

O seriado toma algumas liberdades e não segue fielmente a história dos filmes como, por exemplo, Sarah Connor não ter morrido de câncer. Mas basta desconsiderar o terceiro filme da série que tudo fica perfeito (até porque o terceiro filme é o mais criticado pelos fãs). A curta primeira temporada - apenas 9 episódios por causa da greve de roteiristas - já começa bombando, com efeitos especiais que não devem nada ao cinema. Mas a coisa esquenta mesmo é na segunda temporada, com a entrada de novos personagens, como Derek Reese, um soldado vindo do futuro e que é tio de John; temos ainda Jesse, outra combatente do futuro, mas que nunca fica claro se ela está ou não do lado dos humanos.

O parágrafo seguinte contém spoilers:

O final da segunda temporada foi um dos melhores entre os seriados que eu acompanho e deixou um gancho incrível pra uma terceira temporada: John Connor acaba se transportando para o futuro. Ou seja, ele nunca passou pelo juízo final e não teria como se tornar o líder da resistência humana. Com certeza os roteiristas deixaram este gancho numa tentativa de salvar a série do cancelamento, assim como David Lynch fez com Twin Peaks anos atrás. Mas não teve jeito, Terminator: The Sarah Connor Chronicles foi cancelada, entrando assim para o rol das excelentes séries que ficam sem um final. Enquanto isso, a Fox renova séries com roteiros muito fracos apenas por causa do nome dos seus criadores (sim, eu estou falando de Fringe).

Para nós, fãs do seriado, resta esperar o promissor filme Exterminador do Futuro: A Salvação!

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Novo Jornada nas Estrelas é diversão tanto para os fãs quanto para quem nunca assistiu a série


Comecei o ano achando que Watchmen seria o melhor filme de 2009, mas depois de assistir o novo Jornada nas Estrelas sou obrigado a mudar de opinião. Quando a produção do novo filme foi anunciada, muitos fãs chiaram, afinal, ele mostraria o passado dos tripulantes da série clássica. Aí já viu né, mexer com cânone de Jornada nas Estrelas é como mexer em um vespeiro. Mas os roteiristas solucionaram isso com uma das técnicas mais utilizadas na ficção científica: viagem no tempo e realidades paralelas. Basta dizer que eu sou fã da série clássica e achei o filme sensacional.

O longa já abre com uma cena de ação de tirar o fôlego. Uma anomalia espacial surge em frente à nave USS Kelvin, trazendo uma nave de guerra romulana, liderada por Nero. Logo que a batalha começa, o capitão da Kelvin percebe que a nave romulana tem um design e tecnologia totalmente desconhecidos, fazendo com que a nave da federação sofra sérios danos. Nero chama o capitão para negociar uma rendição. E quem assume o comando da Kelvin nesse momento? Kirk. Mas não o James e sim George Kirk, pai do futuro capitão da Enterprise. Como Nero não tinha a mínima intenção de fazer prisioneiros, começa a atacar a nave novamente e começa a evacuação nas naves auxiliares. Entre os tripulantes está a mãe de James Kirk, grávida e prestes a dar à luz. O bebê acaba nascendo na nave auxiliar, enquanto George Kirk se sacrifica junto com a USS Kelvin para assegurar a fuga de todos os tripulantes. A partir daí, o filme vai mostrando alguns fatos marcantes da vida dos protagonistas, como Kirk adolescente dirigindo um carro em alta velocidade e sendo perseguido pela polícia; ou Spock sofrendo preconceito por ser meio vulcano e meio humano, além de demonstrar muita emoção quando falam mal de sua mãe.

E esse é apenas o comecinho do filme, que tem ação do começo ao fim. Aliás, para aqueles que nunca gostaram de Jornada nas Estrelas alegando falta de ação, depois desse filme terão que rever seus conceitos.

Mas vamos ao que interessa: por que o filme é o melhor do ano até aqui? Primeiro porque J.J. Abrams é um diretor do caralho e sabe escolher um elenco como poucos. Para o papel de James Tiberius Kirk, por exemplo, ele escolheu o desconhecido Chris Pine, que deu um show como o capitão da Enterprise. Em algumas cenas, assistir a atuação de Pine é como assistir um clone de Willian Shatner, já que até a linguagem corporal ele conseguiu imitar. Além de passar o filme inteiro atrás de garotas e levando porrada, pra ficar mais parecido com o original só faltou a camisa ficar rasgada nas lutas. Zachary Quinto, como eu já imaginava pelas fotos, está perfeito como Spock, quando ele diz "fascinante" ou chama Kirk de Jim chega a ser arrepiante o quanto ele está parecido com o Spock original, Leonard Nimoy. Mas quem mais me surpreendeu em cena foi Karl Urban, o novo intérprete do Dr. Leonard "Magro" McCoy. A interpretação dele é impressionante, em algumas cenas parece até que ele incorporou o próprio DeForest Kelly, o falecido ator que interpretou o doutor na série clássica. Os outros atores também estão competentes em seus papéis, mas os personagens estão um pouquinho diferentes dos clássicos, com destaque para o engraçadíssimo senhor Scott, interpretado por Simon Pegg.

Além das excelentes atuações, o que faz do novo Jornada um filmaço são as sequencias de ação, todas muito bem feitas e com efeitos especiais de primeira. E nenhuma cena está ali apenas para atrair público, o filme tem ação do começo ao fim sim, mas todas essas cenas têm razão de acontecer dentro do roteiro do filme. Ao contrário de Wolverine, que é apenas pancadaria sem motivo. Entre os efeitos especiais que eu mais gostei estão o do teletransporte e o da velocidade de dobra, que agora dá realmente uma sensação de velocidade.

Ao final do filme, bateu até uma certa tristeza por saber que aquilo não era o piloto de um novo seriado e que teremos que esperar mais uns dois ou três anos para ver uma continuação. Bem que a Paramount podia liberar uma verba para a produção de uma série baseada no filme. Sonhar não custa nada. E, finalmente, um spoilerzinho, porque ninguém é de ferro. Então se não quiser saber o final do filme, não prossiga lendo.

Quando o filme começou eu logo pensei "aposto que vão colocar a frase de abertura do seriado só no final do filme". Dito e feito. Porém, para a minha surpresa, a narração não foi do Capitão Kirk, mas sim do velho Spock, Leonard Nimoy. Foi emocionante escutar ele narrando um novo começo para as aventuras da Enterprise: O espaço. A fronteira final. Essas são as viagens da nave estelar Enterprise, proseguindo em sua missão de explorar novos mundos. Pesquisar novas vidas, novas civilizações. Audaciosamente indo onde nenhum homem jamais esteve.


Vida longa e próspera a Jornada nas Estrelas!



PS: O nome do novo filme da franquia é simplesmente Star Trek. E, assim como Guerra nas Estrelas atualmente deve ser chamado de Star Wars no mundo todo, Jornada nas Estrelas será conhecido pelas novas gerações como Star Trek. Mas como eu sempre gostei do nome Jornada nas Estrelas, durante todo o texto foi assim que eu me referi ao filme.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Tomb Raider Underworld: Lara Croft já viveu dias melhores


Quando saíram as primeiras notícias de que o novo Tomb Raider teria uma versão para PlayStation 2, eu me empolguei bastante, afinal, o anterior (TR Aniversary) tinha sido excelente. Então, essa semana finalmente coloquei minhas mãos no Tomb Raider Underworld e devo dizer que a decepção foi grande.

Vou começar falando dos gráficos. É claro que eu não esperava gráficos no nível de um PS3 ou Xbox 360, mas pensei que fossem estar à altura do Aniversary. Doce ilusão. Os gráficos estão muito abaixo do que se espera de um jogo de PlayStation 2, principalmente depois de jogar Tomb Raider Legend e Aniversary. Nesses dois jogos quando a Lara saía da água, por exemplo, dava pra ver que ela estava molhada, as roupas e o cabelo pareciam realmente estar molhados, além das roupas ficarem pingando durante um tempo. Claro que ela se secava logo, mas pelo menos por alguns segundos você tinha a sensação de que tinha realmente saído da água. Já no Underworld, não existe diferença da Lara em terra firme e da Lara saindo da água, ela está sempre seca. Isso sem contar os cenários com poucas texturas, claramente os produtores simplesmente pegaram a versão de PS3, tirou algumas texturas e fez qualquer coisa pro PS2. A única coisa que se salva é o modelo da personagem que se move de maneira bem natural, apesar de que em algumas fases ela não parece estar realmente ali. Provavelmente deve ser pela grande diferença de qualidade nos gráficos da Lara e dos cenários, os gráficos dela são tão melhores que ela não combina bem com os cenários.

Mas, infelizmente, os gráficos não são o único defeito do jogo, os comandos também estão horríveis. Tudo bem que os comandos de Tomb Raider nunca foram primorosos, mas também nunca estiveram tão ruins quanto no Underworld, principalmente quando você está escalando alguma parede. Várias vezes eu colocava a seta pra esquerda, por exemplo, e a Lara se posicionava para pular pra trás. Isso sem falar da câmera, que já não ajudava muito nos jogos anteriores, mas que nesse jogo além de não ajudar ela atrapalha demais. Morri muitas vezes na tentativa de dar um salto para algum lugar, a câmera simplesmente mudava de ângulo de repente, me confundindo todo e fazendo a Lara cair para a morte. Como eu disse, isso acontecia às vezes nos jogos anteriores, mas no Underworld isso é constante.

Apesar dos defeitos nos gráficos e na jogabilidade, eu poderia relevar tudo isso se Tomb Raider Underworld se saísse bem na categoria que eu considero mais importante na franquia: o desafio. E, mais uma vez, me decepcionei. É bom começar dizendo que o jogo é curto demais, quando pensei que o jogo estava finalmente esquentando, ele simplesmente acaba e sem nenhum chefe pra enfrentar no final. Em vez de ficar feliz ao zerar o jogo eu fiquei decepcionado. O jogo não apresenta um terço da dificuldade que os outros apresentavam, para passar das fases basicamente o que o jogador tem que fazer é andar em linha reta que vai acabar chegando ao final delas, sem contar que as fases são extremamente curtas. Underworld não tem mais aquelas fases gigantes, com templos cheios de detalhes a serem explorados e vários quebra-cabeças para serem solucionados. Os templos são muito fáceis e óbvios, qualquer jogador iniciante vai acabar descobrindo o que tem que fazer. E os inimigos? Praticamente inexistem. Vez ou outra aparece algum bicho pra ser enfrentado, mas é muito fácil se livrar deles. E nenhuma fase tem um chefe. Enfim, a maior dificuldade do jogo está justamente em outro defeito: os controles ruins.

É realmente uma pena ter que falar mal de um jogo que tinha tudo pra ser muito bom. A história é interessante, com a Lara indo atrás da mãe dela, passando por locais como Avalon e Valhalla, cenários que poderiam ter sido muito melhor aproveitados no jogo. Se você nunca jogou algum jogo da série, Tomb Raider Underworld pode ser uma boa, afinal, ele é bem fácil. Mas se você é um fã de longa data da Lara Croft, passe longe dessa bomba, pelo menos da versão de PlayStation 2.

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