segunda-feira, 16 de março de 2009

O poder de um nome


Estréia amanhã, no Warner Channel brasileiro, o seriado Fringe, criado pelo pai de Lost, J J Abrams. Quando foi anunciada a exibição de Fringe na tv americana, em setembro passado, criou-se muita expectativa, afinal, além do sucesso de Lost, Abrams já tinha emplacado os seriados Alias e Felicity. Confesso que o currículo dele ñ me empolgou muito porque apesar de gostar muito de Alias, acho Lost apenas legal, que voltou a ficar muito bom agora na quinta temporada. Porém, em todas as notícias que saíam sobre Fringe, ele era comparado com Arquivo X, meu seriado preferido até hoje. Então, quando finalmente setembro chegou, lá fui eu começar a assistir Fringe. E desde então venho acompanhando esse suplício.

O fato é que a série sobrevive apenas por causa do nome que J J Abrams já tem construído na tv americana, o que faz com que os mais fanáticos achem o seriado o máximo, quando na verdade nem mediano ele é. Falando sinceramente, Fringe é bem ruim, eu só continuo acompanhando pra ver como vai terminar a primeira temporada. Se você, assim como eu, for fã de Arquivo X e quiser assistir Fringe pela semelhança, esqueça, o seriado nada tem a ver com a brilhante criação de Chris Carter.

Fringe já começa mal na escalação da protagonista. A atriz faz a mesma cara de nada em todas as situações, seja um momento feliz, um momento de medo, um momento de tristeza, lá está ela com a mesma cara de nada. Fora que todo episódio é a mesma coisa: acontece uma coisa bizarra que sempre tem a ver com algum experimento que o doutor Bishop fez no passado. Aí eu entro na comunidade de Fringe no orkut e só vejo gente falando maravilhas da série. Droga, eu sei que se você está na comunidade de um seriado é porque você é fã dele, mas só por isso você só pode escrever elogios? Eu acho isso burrice, até porque se uma pessoa não for criticada de vez em quando, ela nunca vai corrigir certos defeitos. Felicity, Alias e Lost foram um sucesso? Legal, mas alguém precisa dizer "ei Abrams, você pisou na bola com Fringe".

Infelizmente, a conclusão que eu chego é que você só precisa fazer uma coisa bem feita na vida e arrebanhar uma legião de fãs, depois disso pode fazer qualquer porcaria porque os fãs vão se encarregar de que ela vire um sucesso. Enquanto isso, bons seriados vão sendo cancelados por não terem pessoas com o mesmo prestígio por trás deles. Rapidamente de cabeça eu posso citar dois que tinham excelentes histórias, mas foram sumariamente cancelados: True Calling e John Doe. Nossa, como eu adorava John Doe, mas acho que a série era inteligente demais para o público norte-americano.

Pois é, eu até tinha mais exemplos pra dar, afinal, não é só no mundo do seriados que isso acontece. Mas como esse post já ficou muito grande, eu vou ficando por aqui mesmo.

1 Comentário:

Julia Gallagher disse...

Muito interessante e pertinente esse post.
Mas, por mais que seja frustrante, é inegável que a imparcialidade é extremamente comum nas avaliações que fazemos e sofremos diariamente.
Então, infelizmente, o caso de J.J. Adams e Fringe são mais um reflexo da realidade que vivenciamos. Aliás, quantas bandas, autores,diretores, profissionais em geral não se mantém as custas de um sucesso passado?

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